Mostrar mensagens com a etiqueta eu. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta eu. Mostrar todas as mensagens

15/07/2009

Série L'Amour I | 2003



"Werther, o produto de um estado profundamente apaixonado. Quando estava preso por ele, por nada do mundo seria capaz de abandonar, e agora todavia por nenhum preço a ele queria voltar."

In "Conversações com Goethe", Eckermann

Mais leituras - "Os Sofrimentos do Jovem Werther", Goethe

30/06/2009

Pintar | O Fio da Navalha



O final dos dias vai ser assim, pintar a casa e ouvir música.

Grandes arrumações e limpezas, são quase sempre, para mim, sinais de necessidade de introspecção - terapia eficaz para reorganizar o meu interior.

E... é inevitável não pensar no romance de Somerset Maugham, O Fio da Navalha | The Razor's Edge.
Um livro marcante, li-o na pós-adolescência, quando percebi que "difícil é andar sobre o aguçado fio de uma navalha..." | Katha-Upanishad

18/06/2009

Corpo I




Julgo ser a primeira vez que registo a imagem deste pequeno trabalho.
Foi o primeiro contacto que tive com o mármore, anos atrás, e serviu, a priori, para aplicar as diversas ferramentas e técnicas - cinzel, rebarbadora, mós, lixas...
O pedaço de mármore, escolhido entre muitos, levou-me a descobrir este corpo adormecido e petrificado. À medida que fui eliminando matéria, a forma foi surgindo naturalmente, liberta do seu casulo.
Ao contrário de outros trabalhos posteriores, este não obedeceu a nenhuma ideia/desenho, foi espontâneo, sem compromissos.

Confesso que estou a precisar de me prender e de descobrir, outro corpo de pedra.

|O outro corpo, nada petrificado e sempre muito activo, é o do nosso gato. Sempre que pego na máquina tem de dar o seu ar de graça.|

16/05/2009

Dia Internacional dos Museus | Jenny Holzer



Hoje é o dia Internacional dos Museus.
Este dia, levou-me a recuar a 2001, a uma viagem cujo motivo não era o da descoberta e da procura, mas sim o de um grande pesar.
Num daqueles infindáveis momentos de espera, optei por visitar o capcMusée d'art contemporain de Bordeaux. Precisava de me alienar, nem que fosse por um curto espaço de tempo. E nada melhor que a visita a um Museu, onde me pudesse envolver emocionalmente com outros estímulos, outro espaço, outro tempo.
Deparou-se diante do meu olhar apagado, a monumentalidade e a luz do trabalho da Jenny Holzer.
A fluídez das suas mensagens em LED, percorriam cerimonialmente todo aquele antigo espaço de arcadas.

Jenny Holzer utiliza como veículo do seu pensamento plástico, as palavras, as frases, os textos. Horizontalmente ou verticalmente, impressas ou electrónicas, as suas frases adaptam-se a todos os espaços, públicos ou privados.
De início, não fez uso dos cenários artísticos. A sua primeira série, em 1977, chamada de Truisms, Jenny Holzer serviu-se da impressão de ditos espirituosos em letras maiúsculas sobre t-shirts e posteres que espalhava pela cidade - cabines telefónicas, parquímetros e paredes de casas.
Depositária da herança da arte conceptual e minimal, influenciada pela descoberta da "escrita feminina", libertada da ideologia patriarcal, esta artista americana desenvolve, depois dos anos 80, uma lógica artística nos confins da palavra, do corpo e do espaço.
Os textos de Jenny Holzer, são uma combinação explosiva de retóricas contraditórias. Procura dissimular a identidade e o género do autor, esta ambiguidade, a transmigração masculino/feminino, aumenta o frenesim da leitura .
Um discurso profundamente subversivo e provocador.

OH 2001

I LOOK FROM LEGS TO GENITALS THAT ARE MATURE IN COMPLEX SHADOW FOLD. I HAD NOT SEEN HOW YOU ARE MADE. YOU ARE VIVID.

INSIDE THE SHIRT YOU ARE CLOVEN.
...

|Imagem retirada do catálogo Jenny Holzer OH, capcMusée d'art contemporain de Bordeaux|